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Histórias que contavam nossos pais.

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    Sempre, que em noites de falta de luz, reunia-nos na sala, sentados ao chão, lembrava-se de antigos casos.    Viajávamos de pronto, a terras longincuas,e que sabíamos que nunca as conheceriamos. Móyses, Sarah, Rebeca, Jacó e Isaú, éram-nos tão familiares como os atores que víamos nas novelas de Janete Clair.    Mas havia uma passagem que ainda não fora dita em detalhes, e não sei por que naquela noite, minha mãe quis falar dela.    A narrativa parecia que era vivida por ela, e percebíamos seu olhar distante, iluminado à luz de vela, a refletir as cenas ,mais do que real, como relembrada, de uma outra vida, vivida por aqueles dias.    Naqueles dias, referia-se ela: O suor era nosso cálice, e a água enlameada, era nossa vitamina.    O ázimo, era nosso alimento, e os dias eram intermináveis e secos, a temperatura nunca era menos de 50 graus, à sombra. E, por mais que trabalhássemos, não víamos soldo do nosso trabal...

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Cade você - procuro-te!!!

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    Procura-se : Pessoa do bem. Pessoa que ame o ser... Que não se atrapalhe ao falar de amor.... Que tenha um riso franco, aberto, e que não guarde rancor! Procura-se: Um ser do bem, Doce como ninguém! Suave como a brisa do mar... Que se deleite ao estar comigo... Que aprecie o que eu digo... Que cante blues como ninguém... E que me faça rir também.. Mas que também saiba apreciar... Tudo de bom que a vida puder dar... Que aprecie o canto dos pássaros... E o findar de uma tarde de verão... E, que tenha no olhar, algo de sedução Que sempre cante um canção... E que me faça sorrir também... Viu como é simples ? Basta apenas ser humano, humilde, homem de bem!! Perspicaz e sonhador, como eu sou!!!

No beco de Gelson...no beco de Ariston, ou no de Sá Ana? aquelas pastagens eram as mais disputadas...

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   As ruas de chão batido, casas coladas umas tão perto das outras que até os cochichos, mais intimos se podia ouvir do outro lado das paredes.    Não havia luz o dia todo, e quando ela chegava a usávamos com plena moderação... quem tinha luz era milionário, por que comprara gerador próprio, e assim tinha água gelada, e regalias que bem poucos desfrutavam...    Todos os habitantes se conheciam, ou eram parentes... assim era melhor não falar mal de alguém, por que de repente você estaria falando com um primo, ou irmão....etc...    A cidade tinha uma curiosidade, as repartições públicas trabalhavam menos, mas o comércio também.     Todos dormiam após o almoço, ou faziam meninos, porque tudo era fechado do meio dia as três da tarde, e a cidade ficava deserta, eram bancos, prefeitura, escolas, comércio, etc...paravam para o horário pós prandial.     Diziam que era devido as altas temperaturas o que inviab...

Paratinga/Bahia - terra da alegria, da magia e do acarajé.... como era bom de se viver naquelas bandas...

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   Laudelino Pereira do Nascimento, homem firme e de idéias claras, pensamento correto, e muita experiência nas coisas da vida, resoluto, se dizia mestre da marcenaria, um artista, e transformava pedaços de madeiras, em móveis, confessionários, bancos de igrejas, mesas etc... e em tudo o que fazia imprimia sua perfeição, e carinho.     Vinham pessoas de longe para encomendar suas peças, que viajavam para outras cidade, até na capital e enfeitavam casas importantes como ele mesmo dizia.    Mas não era pra menos, porque seu trabalho era perfeito, e ele treinava os seus afetos para que continuassem na arte, e, sempre haviam muitos aprendizes, seus filhos, sobrinhos e inúmeros afilhados no ofício, que segundo as histórias, era a profissão de São José, pai de Jesus, e mais antiga do mundo.    Assim, além da religiosidade aflorada, como não podia deixar de ser, pois a Fé é própria do tempo antigo, acredito que até mais do que hoje em dia... ...

Menina não é igual menino....mas na hora de pescar pode ser.

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     Mas Nita, vai ser uma pescaria, no rio, todo mundo vai, eu quero ir também! a menina não queria ficar de fora, por que pra quem é pequeno, tudo é festa.      A pescaria no rio São Francisco, era um evento imperdível! meu tio que era um excelente pescador, já havia preparado as iscas e seu balaio, com tudo o que precisaríamos para passar um dia, ele sabia, que não iria apenas quem convidara, pois apesar de naquela época não existir celulares, as notícias corriam rápido, falavam que notícia ruim, chega rápido, mas percebia que as boas também.     Assim, haviam: batatas cozidas, mandioca, bolo fuba, umbus, bananas, biscoitos de peta, e cachacinha que era pra ele molhar a garganta, mas para as crianças tinha refresco de tamarindo.     A igreja de Santo Antonio era o cartão postal da cidade e ficava virada para o rio, na opinião dos antigos era para se ver logo quem estava chegando na cidade. Paratinga foi uma cidade movimentada, ...

Colcha de retalhos, café quente e vinho numa cabana....entre outras... são coisas que não se deve deixar para depois...

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                    Existem coisas que são como pertencentes por toda a vida, ainda que não mais existam, por terem feito parte de nossa infância, jamais se apagarão das lembranças....sempre sobreviverão! vivíamos numa casa bem grande, e cheia de árvores, pássaros soltos, por que felizmente ninguém na minha família gostava de aprisionar animais.....eles viviam soltos e felizes.  Eram araras, sabiás, bem te vis, tico-tico, tatus, até uma jaguatirica bebê vivia por ali, foi resgatada junto com sua mãe já morrendo, e para ser não ser pega por caçadores meu tio conseguiu pegá-la, por dentro de uma balaio, e rumar de barco para casa...assim ela foi criada até uma idade que saberia se cuidar na mata, mas devo lembrar que não queríamos devolvê-la nem de brincadeira. Só que desde cedo, aliás precocemente, tive que lidar com grandes perdas, e confesso, não sei o porque! Aprendi que o desapego é um constante exercício de vida.....