Histórias que contavam nossos pais.
Sempre, que em noites de falta de luz, reunia-nos na sala, sentados ao chão, lembrava-se de antigos casos.
Viajávamos de pronto, a terras longincuas,e que sabíamos que nunca as conheceriamos. Móyses, Sarah, Rebeca, Jacó e Isaú, éram-nos tão familiares como os atores que víamos nas novelas de Janete Clair.
Mas havia uma passagem que ainda não fora dita em detalhes, e não sei por que naquela noite, minha mãe quis falar dela.
A narrativa parecia que era vivida por ela, e percebíamos seu olhar distante, iluminado à luz de vela, a refletir as cenas ,mais do que real, como relembrada, de uma outra vida, vivida por aqueles dias.
Naqueles dias, referia-se ela: O suor era nosso cálice, e a água enlameada, era nossa vitamina.
O ázimo, era nosso alimento, e os dias eram intermináveis e secos, a temperatura nunca era menos de 50 graus, à sombra. E, por mais que trabalhássemos, não víamos soldo do nosso trabalho.
Já nos encontrávamos, sem forças. Nossa resistência não podia aguentar mais, e talvez a morte, fosse um bálsamo para aqueles dias de algozes, e profundos sulcos na alma.
Os dias eram desalentos. A morte era esperada, como a passagem do outono para o inverno.
Dias quentes, noites frias, tristeza e desalento no coração.
Naquela noite, após nossos trabalhos, havia uma ordem para que não fossemos deitar, e esperássemos os soldados fecharem a ilhota que morávamos, e fossem para a aldeia, por que Móyses precisava falar-nos. Fizemos tudo como sempre, sem dar qualquer suspeita que nos reuniríamos.
Não era dia de Sabath, mas se ele queria falar-nos deveríamos aguardá-lo, por que nunca de seus lábios sairiam palavras vãs.
Nos reunimos após as dez, quando os soldados já em outros recinto dormiam.
Nosso despertar era com a saída o sol, por isso a hora de recolher era o momento único, em que oravamos, e aguardavámos um emissário celestial, que nos trouxesse alívio e paz aos nosso corações.
Que a Paz de Deus, esteja presente em cada um de nós, iniciou ele.
Filhos e filhas, o motivo do qual me encontro aqui, perto de cada um, é para dizer-lhes que é chegada a hora de fugirmos das amarras que nos prende em vida, e procurar uma nova terra, num lugar que a liberdade seja para todos.
Alvoroço, questionamentos nesse momento eram ouvidos. Como poderia isso? Estás louco, oh velho? perguntava-se. Por acaso esquecestes quem somos, e quem são nosso algozes?
Com que armas lutaríamos, com seu cajado? riam-se a ermo. E quantos soldados com armaduras teríamos disponíveis? Ora, nos tira do nosso repouso, para falar-nos absurdos?
Você sabe quantas mulheres temos? Quantos idosos? e quantas crianças de colo? e eles ficariam pra trás? Ah basta-te!
Silêncio! Por que falo através de nossos antepassados.
Deus me envia palavras doces e esperança na alma, e disse-me que é chegada a hora de prepararmos nossa fuga.
Assim, suplico que ao deitar cada um relembre, e pense sobre isso.
O que podemos esperar mais? definharmos, e sucumbir a vida inteira como escravos? e nossos filhos e netos que futuro terão?
Nada poderemos oferecer-lhes, a não ser a escravidão, ao qual temos vivido estes últimos vinte anos?
Se, ninguém quiser ir, irei eu e minha família, e se ela também não quiser ir, irei sozinho.
Rebeca, olhos espantados, olhava aquele homem que fora prometido a ela, antes mesmo dela nascer, mas que aprendera a amar, e respeitar, e era ouvida, e amada também por ele.
Tiveram quatro filhos, e agora já tinham noras e netos. E além disso tinham seus sobrinhos, filhos de seu irmão que perdera a mulher no parto da mais nova, mas que eram como seus filhos.
A sua tribo não era de poucas pessoas, e ainda estavam prestes a receber mais uma criança, filho de seu sobrinho, e de Rachel que habitava também com eles desde que ficou órfã, e que agora era além de filha sobrinha.
Mas marido, como poderíamos partir a pé, pelo deserto, se os guardas não tiram os olhos de nós, e como partiríamos sem cavalos, e nem carruagens? alimentos e provisões para a viagem, e qual o rumo a tomarmos?
Uma alvoroço de vozes se deu na tenda, na qual Moysés teve que bater fortemente com o cajado numa pedra, e bradar: Calem-se!
Não falei que fugiríamos essa noite!!!
Pedi que pensassem todos num plano, para prepararmos nossa fuga.
Tratemos bem os cavalos dos guardas, para que nos reconheçam quando montarmos neles.
Plantemos mais. Abriremos poços para termos água melhor para levamos... preparemos roupas dos couros que são desprezados pelos soldados por estaremos velhos, para que possamos fazer de agasalhos, para as noites frias do deserto.
Escutemos mais quando falarem de suas viagens, e se possível peguem mapas, que eles deixam jogados para estudarmos as cercanias, e vermos quem são nossos vizinhos.
Aprendamos mais sob armas.
E esculpir o ferro. E reservar as forças, descansar longe de suas vistas, e nos exercitarmos para ganharmos músculos, para saber manusear armas e lanças, como eles fazem.
E, assim, acalmou os ânimos, aqueles que bradaram começaram a ver sentido em suas palavras.
E a compreender que poderia sim, haver uma luz no fim do túnel, e desde dia em diante, as noites eram para se reunirem, e discutir o que cada uma havia captado, alguns deles começaram a desenvolver músculos fortes, que foram escolhidos como cavaleiros, e assim puderam infiltrarem no exército, para obter ferro, armaduras, e mapas, além de melhor alimentos uns para os outros.
Notavam - se que trabalhavam sorrindo e cantando. E passaram a crer mais em Deus, como há muito não se percebera naqueles lados.
As crianças durante o dia, ajudavam às mães a plantar ervas e raízes, aprenderam a fermentar o pão.
Lidavam com facas sem se ferirem. E tomavam conta dos menores, enquanto as mães costuravam e fiavam mantas e botinas, com restos de couros, que sobravam das botina dos soldados.
Tornaram-se mais amigos, e pararam de disputar comidas e atenção.
No reino, as brigas e discórdias eram tantas, que os filhos do outro povo, estranhavam que, de onde havia fartura, não havia união.
Além disso, nossos jovens nunca se queixavam, fingiam mesmo que entre os seus ocorriam do mesmo jeito, desavenças e disputas vãs.
Também era proibido falar de Fé, por que os dominadores possuíam diversos deuses e deidades.
Entre elas, as mulheres da tribo de Móyses, havia beleza e formosura, embora desconhecessem cremes e unguentos tão usados pelas mulheres dos palácios, mas a tez morena, conferiam-lhes beleza discreta, e certa elegância, que as mulheres, destes preferiam manter-las longes das outras para que seus maridos, não viessem a se apaixonar por tão belas jovens.
Elas as obrigavam a usar roupas escuras e pesadas, e só deixar parte do rosto a descoberta.
E, o horário de trabalho, era só até seus maridos voltarem, antes disso deveriam voltar para suas tribos, passando bem distante das estradas, para não serem vistas e nem notadas.
Vez por outra, sabia-se que determinado soldado, roubavam-lhes a virgindade, mas nada poderia ser feito, temendo revanche, mas também como parte do plano da fuga; de quando em vez um soldado era dado como desaparecido, e jogado em poço fundo, coberto por pedras.
E retirado as vestes e armaduras. pagavam-se os justos pelos pecadores.
O desaparecido era dado como tendo sido sequestrado por traficantes de escravos.
Aquele povo se fortificava, e a esperança voltou a ser presença entre eles, em seus momentos de reuniões e orações.
Os soldados às vezes, se questionavam, como povos tão imprestáveis e miseráveis, sujeitos a todo tipo de azar, poderia sorrir, e serem gentis uns com os outros, e até mesmos com seus algozes dominadores?
Isso muitos não entendiam, mas os que estavam ali infiltrados nada tinham a comentar, a não ser que havia um Deus entre eles, o que eram alvo de risadas e gozações.
No palácio, a nobreza divertia-se com a prosperidade, e abominação que infringiam aos demais, e contavam seus feitos e conquistas, a noite, enquanto outros oravam, e traçavam seus planos, eles se embriagavam, e faziam orgias, e abusos com as escravas raptadas, filhas dos mortos, em suas aldeias, e mães que eram separadas de seus filhos pequenos, jogados no meio das estradas, para serem devoradas por animais, ou atravessadas às espadas dos soldados, para serem utilizadas para seus abusos, e desenfreadas manifestações de poder e sodomas.
Tempos dificeis, eram esses... arrancavam por vezes lágrimas de quem ouvia essas histórias, e punha-nos a pensar como o homem era, e quantos retornavam de tempos em tempos, ruins como macabros filhos da negritude, e da peste, putrefação humana.
Dos soldados havia um que se destacava, e se podia ver em seus olhos a réstia de sangue e de maldade, estampada em seu semblante, fizera-se soldado por imposição do pai, ao qual nem ele sabia ser filho.
Fora para o exército, aos dezesseis anos, saido de uma casa, de prostituição, por ser forte e inteligência e por demonstrar destreza com o ferro, e as armas.
A mãe era uma bela prostituta, em seus tempos áureos, e fora introduzida nessa vida, por ter sido vendida a um comerciante, viúvo, que seduzido por sua bela cútis e grandes olhos e ancas, ofereceu um boa medida de dinheiro e ouro, aos pais, miseráveis andarilhos, cheios de filhos, que se viram seduzidos pela soma.
Ele a levou, e como morava com a mãe, no início a colocava para cuidar da idosa, mas que a noite, se introduzia em seu quarto minúsculo, e a tomava sem permissão, e com o consentimento da velha, que a dizia que ela tinha que ser boa para seu filho, que lhe tirara das ruas e da miséria, e lhe dava um lar digno e decente.
Um dia, vendo-o cheio de moedas de ouro e muitas mercadorias, pediu-lhe um tecido, e lhe fora negado, mas entretanto, neste dia ele a quis como nunca, e novamente pedindo um tecido, este deu-lhe um bofetão na cara, que a fez cair no chão, e ficar com o rosto dolorido.
Nesta noite, após tê-la possuído, e caído no sono, ela tirou seu punhal afiado, e cortou-lhe o pescoço.friamente, como ele lhe fazia sempre, tomou da sacola de moedas e jóias, e sem que a mãe ouvisse, por que dormia sob efeitos de chás que havia preparado, fugiu na madrugada, entrando numa caravana que ia para o outro lado da Pérsia, saindo de madrugada para escapar dos soldados que saqueavam suas mercadorias a mando do Rei.
Ela se disfarçou de uma das mulheres, se cobriu de vestes escuras em que só aparecia os olhos, fez-se de velha, com grande coque por baixo do tecido, e andando curvada.
Conseguiu que fosse aceita, e partiu, deixando o morto e a velha naquele covil.
Chegando a jovem, e bonita numa aldeia próspera, achou que ali poderia fazer sua vida, e com
dinheiro, não foi dificel arrumar estadia, e logo começou a trabalhar em prostíbulo, primeiro como cozinheira, depois devida a beleza, a dona requisitou seus serviços, para com os fregueses.
Com o passar dos tempos, como era prestativa, acabou conseguindo ser a mais querida da dona, e dos homens ricos, o que a fez juntar muito ouro.
Seus clientes faziam todos suas vontades, dentre eles, um soldado muito bonito e de ombros largos e fortes músculos, chamado Misael.
Este lhe fez um filho chamado Thor. Mas como era casado, desapareceu por longo tempo, quando apareceu o jovem já tinha dezesseis anos, e era bom com o ferro, e a espada, o pai, sem se identificar, ofereceu ao menino, emprego junto a gurda do palácio, o que este aceitou prontamente, pois tamanho era seu desejo de ser soldado real.
Sua mãe, apesar de não querer que o filho fosse embora, acabou concordando, por que ali não haveriam grandes chances, e tolamente, ela achava que o pai o assumiria.
Este , como já estava com idade, e não tinha tanta força para continuar a guerrear, ofereceu o menino em seu lugar. Como era de costume, os pais apresentarem seus filhos para que os sucedessem. Sem contudo revelar-lhe o grau de parentesco, embora quem os vissem juntos, logo os identificavam como pai e filho.
Assim Thor, continuou seu desenvolvimento físico, agora morando nos aposentos para os sodados com boa comida, soldo mensal, e prestígio junto aos demais. Nunca foi revelado sua origem. E, diziam que seus pais eram mercadores que haviam sido assassinados por caravanas de ladrões do deserto.
O Rei interessou-se pelo jovem, e ordenou que lhes dessem educação, letras, e exercícios de guerra.
Este, possuía três filhos homens, e uma bela filha, quase da idade de Thor, o que não foi complicado para o rapaz conquistá-la. Já estava há cinco anos na guarda, e não houve impedimento para que se casassem.
A mãe dele, soube por parte de um fregues, que a princesa iria se casar com um jovem hebreu, de cor fechada, e filho de pais mercadores, que entrara no exército real, trazido por um afamado soldado.
Desconfiada que se tratasse do filho, ofereceu uma apresentação de dança com as mais belas moças dali. Aceito a oferta partiram para o palácio. A mãe por medo de ser reconhecida, e o filho ser-lhe rude, preferiu não aparecer, ficou afastada deixando que o espetáculo decorresse sem ela.
Mas houve um momento que mesmo disfarçada, seus olhos e os do filho se cruzaram.
Este no momento em que percebeu a mãe, deu ordens a guarda que se aquela mulher se levantasse de onde estava, fosse atirada ao leões, por que se tratava de um louca.
Assim, ocorreu a cerimônia, e aquele rapaz, não via a hora em que morresse o Rei, e armaria uma grande emboscada aos filhos, para que sua esposa fosse a única herdeira do trono, e ele seria o esposo da Rainha, logicamente seria coroado como Rei.
Assim eram portanto os dias naquele local, cheio de disputas, perseguições, vantagens, traições e subornos. Creio que esse ranço tenha chegado a humanidade até tempos advindos.
Finalmente, após longo tempo de preparação; Móyses percebeu que chegara o momento de partirem.
Havia grande provisão de mantimentos, curtumes de couro, cobertores de fios de lãs de ovelhas.
Lanças, carneiros, cavalos, e armas confeccionadas de ferro fundido, sobras das oficinas dos soldados. Inúmeros rapazes foram aproveitados para serem escudeiros dos soldados e dispunham de regalia e confiança destes. Bebiam juntos, e naqueles dias a bebida estava mais quente e com soníferos preparados pelas benzadeiras mais velhas. Nesta noite teria festa na aldeia, e o vinho iria ser servido fartamente, o que causaria longas horas de sono, a quem dele se deliciasse.
Comemorava-se o Solsticio, festa profana, e era costumes ter grandes rodas de danças, e algazarras noite a dentro.
Momento em que os guardas iriam estar alegres de dispersos de suas posições de costumes, guardando as porteiras.
Tudo estaria pronto, finalmente.
Todos estavam instruídos ao que se deveria fazer.
A caravana saíria de madrugada, sem provocar alarde.
E até os cavalos estavam mais alimentados esta noite. Levavam água, alimentos, dinheiro em moedas, tirados dos bolsos daqueles que se jogariam no chão após beberem e se fartarem de deliciosa bebida aromática, e com tranquilizantes.
Fugiriam , e só seriam notados mais de doze horas depois, quando já estivessem longe. Mapas haviam sidos estudados. O plano parecia perfeito.
Quando a noite se fez alta, e todos dormiam, os cavalos foram preparados horas antes, as carruagens a postos, afastadas da cidade, para não fazerem alardes, as crianças também estavam longes, e os homens foram os últimos a sairem, no caso de alguns daqueles soldados reais, acordassem, e tentassem impedir, seriam mortos.
O que de fato aconteceu, mas não houve dificuldade em serem presos, e mortos, por que estavam bêbados.
Viajaram a noite toda, em risos e sob guardas, de uns recrutados para fazerem a retaguarda das caravanas. As éguas levavam as carruagens das crianças por serem mais leves, muitos dormiram, e as mães velavam o sono dos filhos, os idosos também formavam pelotão de guarda. E até gestantes estavam sob vigília.
Muitas mulheres aprenderam a usar armas, e saberiam se defenderem caso necessário.
O dia amanheceu, e a guarda acordou, já se passaram metade do dia.
Quando percebeu-se o ocorrido, o Rei tomou ciência e bradou muito, xingando-os de estúpidos, e que castigaria pessoalmente cada soldado, caso não trouxesse um por um de seus escravos.
O sol neste dia era escaldante, e os soldados pressumiram, que eles não iriam muito longe principalmente por que entre eles haviam inúmeros idosos e crianças. Perceberam também que seus melhores cavalos foram levados. Ficaram mais brabos ainda.
Mas, ainda haviam alguns bons animais, e certamente se chegariam até aqueles abutres que seriam mortos decepando-se a cabeça na frente dos filhos, que também seriam mortos, aos soldados desertores o castigo seria trazê-los vivos arrastados pelo deserto seco e quente, nas patas dos cavalos.
E, as mulheres seriam-lhes retirados os seios.
Assim partiram, animados que este duelo seria o mais simples e fácil de todos os que já tiveram, o Rei não precisava se preocupar-se.
Thor, requeriu para si a missão, e dispensou os filhos do Rei, que graça teria matá-los naquele duelo sem inimigos? Deixaria que eles fossem em outra batalha, lógico, para que o gosto da perda fosse mais compensatória.
No meio daquela gente, em sua cabeça, estava a linda Sarah, que seria seu troféu, a ela não deixaria que nada acontecesse, pois a queria para si como a um troféu.
Por diversas vezes, tentara se aproximar dela, e tê-la em seus braços, mas sempre haviam impedimentos, e não poderia levantar as suspeitas da esposa.
Agora seria diferente. Ela sumiria, seria "morta", e a teria como uma refém afastada dali, em um lugar que ele preparara somente para isso, cercada de altas colinas e com guardas a vigia-la, e impedir que alguém aparecesse.
Isso o animava, mais do que a matança que desejava operar.
No meio da fuga, a cunhada de Sarah, Ruth, sentiu as dores do parto que se fez adiantado.
A caravana teve que parar, enquanto as parteiras tentavam adiantar o parto com ervas, e chás.
Os cavalos estavam fatigados de mais de doze horas de cavalgada, e também precisavam de descanso, e de cuidados.
Móyses, que a tudo tinha controle, perdera-o totalmente. Não poderia continuar viagem, com aquela situação. E, teve que se render ao destino imposto pelas circunstâncias.
Aproveitara a parada para render graças a Deus.
Dizia:
Senhor Eis aqui seu filho. Seu fiel seguidor, e sua gente.
Graças te dou, mais uma vez, por até aqui nos ajudou o Senhor.
Não deixe que o inimigo nos alcance.
Não deixe que suas setas nos atinjam.
Forme sob nós um manto de proteção.
Tendo pés não nos alcance.
Que o inimigo tenha mãos, e não nos agarre.
Tendo olhos não nos vejam.
E se sintam presos, sob suas próprias correntes, e que nenhum mau nos atinja. Amém...
E, enquanto os minutos passavam ele mais orava.... de repente um choro de criança se fez ouvir.
Nasceu, era um menino. Agora já se podia retornar a viagem.
Perderam a noção de quanto tempo estiveram parados, de volta a jornada quando ao longe por trás deles, poderiam perceber poeira na estrada, de certo seriam os soldados que tentavam alcançá-los, todos estremeceram.
Apressaram o passo, mas adiante alguns quilometros perceberam que o cheiro de água salgada estava a frente. Haviam se desviado totalmente da rota traçada. Estavam indo em direção ao mar.
De repente aquela imensidão se interpos sobre eles. O caminho terminara li.
Assustados, alguns gritavam, outros choravam, outros se esquivaram da caravana para tentar fugir por outro lado.
Sarah tomou da lança, e mandou sua cunhada se esconder num baú, com o menino ao seio para que não chorasse. as mães seguravam seus filhos, abraçados. Os homens pulavam das carroças.
Foi quando nesse momento Móyses, se ajoelhou, e orou mais ainda:
Deus confiamos em ti, não nos deixe a própria sorte: E bateu com seu cajado dentro das ondas do mar.
Um trovão forte, se ouviu, o céu escureceu... as águas se tornaram como as de um córrego, e o mar se abriu.
Os soldados que pararam ante aos ruídos dos trovões, puderam ver a cena da abertura de uma faixa de areia no meio das ondas, e se estupefaram. O que era aquilo?
Móyses fazendo sinal aos que ali esperavam pelo Milagre, começou a atravessar: e a ajudar um por um dos cavalos a seguir em frente. Foi quando o capitão Thor , mandou que fossem seguidos, mas eles já estavam bem distantes, e o mar se fechou na frente deles.
Matou um por um, ninguém sobrou. O milagre se fez real, bem a vista de todos.
Ohhhh..Verdade? É verdade mãe? perguntávamos. E ela com olhar suave e tranquilo, dizia: Sim!
A luz voltou, vamos dormir!!!!
Boa noite, e que Deus os abençoe!

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