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No beco de Gelson...no beco de Ariston, ou no de Sá Ana? aquelas pastagens eram as mais disputadas...

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   As ruas de chão batido, casas coladas umas tão perto das outras que até os cochichos, mais intimos se podia ouvir do outro lado das paredes.    Não havia luz o dia todo, e quando ela chegava a usávamos com plena moderação... quem tinha luz era milionário, por que comprara gerador próprio, e assim tinha água gelada, e regalias que bem poucos desfrutavam...    Todos os habitantes se conheciam, ou eram parentes... assim era melhor não falar mal de alguém, por que de repente você estaria falando com um primo, ou irmão....etc...    A cidade tinha uma curiosidade, as repartições públicas trabalhavam menos, mas o comércio também.     Todos dormiam após o almoço, ou faziam meninos, porque tudo era fechado do meio dia as três da tarde, e a cidade ficava deserta, eram bancos, prefeitura, escolas, comércio, etc...paravam para o horário pós prandial.     Diziam que era devido as altas temperaturas o que inviab...

Paratinga/Bahia - terra da alegria, da magia e do acarajé.... como era bom de se viver naquelas bandas...

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   Laudelino Pereira do Nascimento, homem firme e de idéias claras, pensamento correto, e muita experiência nas coisas da vida, resoluto, se dizia mestre da marcenaria, um artista, e transformava pedaços de madeiras, em móveis, confessionários, bancos de igrejas, mesas etc... e em tudo o que fazia imprimia sua perfeição, e carinho.     Vinham pessoas de longe para encomendar suas peças, que viajavam para outras cidade, até na capital e enfeitavam casas importantes como ele mesmo dizia.    Mas não era pra menos, porque seu trabalho era perfeito, e ele treinava os seus afetos para que continuassem na arte, e, sempre haviam muitos aprendizes, seus filhos, sobrinhos e inúmeros afilhados no ofício, que segundo as histórias, era a profissão de São José, pai de Jesus, e mais antiga do mundo.    Assim, além da religiosidade aflorada, como não podia deixar de ser, pois a Fé é própria do tempo antigo, acredito que até mais do que hoje em dia... ...

Menina não é igual menino....mas na hora de pescar pode ser.

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     Mas Nita, vai ser uma pescaria, no rio, todo mundo vai, eu quero ir também! a menina não queria ficar de fora, por que pra quem é pequeno, tudo é festa.      A pescaria no rio São Francisco, era um evento imperdível! meu tio que era um excelente pescador, já havia preparado as iscas e seu balaio, com tudo o que precisaríamos para passar um dia, ele sabia, que não iria apenas quem convidara, pois apesar de naquela época não existir celulares, as notícias corriam rápido, falavam que notícia ruim, chega rápido, mas percebia que as boas também.     Assim, haviam: batatas cozidas, mandioca, bolo fuba, umbus, bananas, biscoitos de peta, e cachacinha que era pra ele molhar a garganta, mas para as crianças tinha refresco de tamarindo.     A igreja de Santo Antonio era o cartão postal da cidade e ficava virada para o rio, na opinião dos antigos era para se ver logo quem estava chegando na cidade. Paratinga foi uma cidade movimentada, ...

Colcha de retalhos, café quente e vinho numa cabana....entre outras... são coisas que não se deve deixar para depois...

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                    Existem coisas que são como pertencentes por toda a vida, ainda que não mais existam, por terem feito parte de nossa infância, jamais se apagarão das lembranças....sempre sobreviverão! vivíamos numa casa bem grande, e cheia de árvores, pássaros soltos, por que felizmente ninguém na minha família gostava de aprisionar animais.....eles viviam soltos e felizes.  Eram araras, sabiás, bem te vis, tico-tico, tatus, até uma jaguatirica bebê vivia por ali, foi resgatada junto com sua mãe já morrendo, e para ser não ser pega por caçadores meu tio conseguiu pegá-la, por dentro de uma balaio, e rumar de barco para casa...assim ela foi criada até uma idade que saberia se cuidar na mata, mas devo lembrar que não queríamos devolvê-la nem de brincadeira. Só que desde cedo, aliás precocemente, tive que lidar com grandes perdas, e confesso, não sei o porque! Aprendi que o desapego é um constante exercício de vida.....

Um irmão que veio, é alguém com quem devemos aprender a amar, ainda que com suas pequenas diferenças, foi nossa escolha estarmos juntos.

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                                                     A menina Alice, tinha um irmão, que era portador da Sindrome de down, mas que naquela época, recebia outros nomes, talvez por falta de conhecimentos suficientes para decifrar a linguagem do coração, que era a área que mais entendiam seus pais e portadores.     Assim, naquele corpo aparentemente frágil, existia um grande espírito, no qual pude ter contato algum tempo depois de seu falecimento em sonho, quando ele me apareceu com uma veste de guru, (com uma manta branca e um turbante com uma pedra lilas), sua imagem me lembrava Saint Germain.     Ao mesmo tempo tinha palavras lindas e com uma pronuncia perfeita, coisa ao qual não estava acostumada, pois essas crianças na maioria das vezs tem deficiência em pronunciar , ele dizia que seus dias haviam encerrado no moment...

A infância é sagrada. Tem cheiro de café com bolo de milho, e de pote de barro, e de banana madura... roubada do avô.

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                                                              Lembrar da infância... é algo fantástico! Ela nos remete a cenas, sabores e cheiros incríveis.             Cheiros que parecem se perpetuaram dentro da gente. Quem esqueceu do cheiro de um bolo de avó? do café quentinho da mãe? daquele angu com galinha caipira da tia, do pão de queijo na casa de uma amiga querida...do chá milagreiro quando tínhamos febre! e, por ai vai... sem deixar de falar das deliciosas férias no interior.            Onde se nadava no rio, e roubávamos espigas de milho nas fazendas alheias. Levávamos corrida de bois, e dos cães dos donos. Mordidas de animais, e tombos também não eram coisas raras... até tiros de escopetas, eu e meus irmãos e primos levamos...     F...

Refugiados de guerra. Aonde podem se apoiar essas pessoas? pra onde ir? Será esse o final da vida humana na terra?

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                                                          (Parte 2)       Imagem de uma criança morta, tentando fugir com seus pais da Síria.  Número de  refugiados  sírios supera cinco milhões.       Os dados coletados pela Acnur e pelo governo da Turquia indicam que, dos 5.008.473 refugiados sírios, 488.531 estão em acampamentos. "Quando o número de mulheres, homens e crianças em fuga de seis anos de guerra na Síria passa da marca de cinco milhões, a comunidade internacional precisa fazer mais para ajudá-los", afirma o ACNUR em um comunicado, segundo a France Presse. "Para enfrentar esse desafio, não só precisamos de medidas adicionais, mas também precisamos acelerar a implementação das promessas existentes", declarou Filippo Grandi. A Acnur estima que quase 1,2 milhão de r...