Histórias que contavam nossos pais.
Sempre, que em noites de falta de luz, reunia-nos na sala, sentados ao chão, lembrava-se de antigos casos. Viajávamos de pronto, a terras longincuas,e que sabíamos que nunca as conheceriamos. Móyses, Sarah, Rebeca, Jacó e Isaú, éram-nos tão familiares como os atores que víamos nas novelas de Janete Clair. Mas havia uma passagem que ainda não fora dita em detalhes, e não sei por que naquela noite, minha mãe quis falar dela. A narrativa parecia que era vivida por ela, e percebíamos seu olhar distante, iluminado à luz de vela, a refletir as cenas ,mais do que real, como relembrada, de uma outra vida, vivida por aqueles dias. Naqueles dias, referia-se ela: O suor era nosso cálice, e a água enlameada, era nossa vitamina. O ázimo, era nosso alimento, e os dias eram intermináveis e secos, a temperatura nunca era menos de 50 graus, à sombra. E, por mais que trabalhássemos, não víamos soldo do nosso trabal...